Um novo estudo publicado na revista Nature Sustainability alerta para a vulnerabilidade das Terras Indígenas (TIs) na Amazônia. O levantamento revela que, embora o interior dos territórios demarcados permaneça preservado, o desmatamento avança agressivamente em seus arredores. No caso da TI Vale do Javari, a perda florestal na zona de amortecimento foi 187,5 vezes maior que dentro da reserva em 2022

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Para conter esse avanço, pesquisadores do INPA, INPE e o líder indígena Beto Marubo defendem a extensão da proteção legal para as zonas de amortecimento. Atualmente, esse mecanismo de limitação de atividades humanas já é aplicado em parques nacionais e reservas extrativistas, mas não nas terras indígenas.
O estudo destaca que a falta de proteção no entorno facilita a invasão de territórios para mineração, tráfico de animais e exploração ilegal de madeira. Essa situação ameaça diretamente a sobrevivência de povos isolados, que não possuem meios de denunciar invasões às autoridades

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A proposta defende que a nova legislação seja acompanhada de fiscalização rigorosa e combate à ocupação irregular de terras públicas. “Coibir a ocupação irregular, inclusive removendo os ocupantes ilegais, é importante em toda a Amazônia brasileira”, afirma Philip Fearnside, pesquisador do INPA.
No Vale do Javari, a segunda maior TI do Brasil e lar da maior concentração de povos isolados do mundo, a prioridade seria conter a caça comercial e a pesca predatória. Os autores reforçam que, devido a limitações orçamentárias, a fiscalização deve priorizar as áreas vizinhas às terras indígenas para garantir a integridade desses ecossistemas
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Com informações do Portal Amazônia.