A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, declarou neste sábado (15), em entrevista concedida à Globonews, que o estado do Amapá deve iniciar a produção de petróleo em águas ultraprofundas em um prazo de até sete anos.
A afirmação ocorre após a Petrobras anunciar, na última sexta-feira (14), a detecção de hidrocarbonetos em um poço exploratório situado na bacia da Foz do Amazonas, no litoral amapaense. Tecnicamente, a identificação de hidrocarbonetos confirma a existência de gás natural ou petróleo na referida região.
“Definido esse porte é que a gente parte para definir qual é o projeto de desenvolvimento que nós vamos empreender. Então, imagino que o Amapá possa ter petróleo sendo produzido em águas ultraprofundas de hoje a uns seis, sete anos”, afirmou a executiva.
A atividade de exploração nesta área integra o planejamento estratégico da Petrobras para a recomposição de suas reservas de combustíveis. O objetivo é assegurar a continuidade do abastecimento interno enquanto o país avança no processo de transição para matrizes energéticas mais limpas.
Atualmente, a Petrobras detém a titularidade exclusiva da área e opera as atividades de forma isolada. O direito de exploração do bloco foi adquirido pela companhia em 2013, por meio de um leilão realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Para Magda Chambriard, a descoberta possui relevância absoluta, visto que a ausência de novas reservas poderia forçar o Brasil a retomar a importação de petróleo nos próximos anos.
“Essa descoberta no Amapá representa tudo isso. Representa a manutenção do Brasil como um polo geopoliticamente importante no mundo do petróleo na próxima década como um todo”, destacou a presidente da estatal.
O poço, batizado de Morfo, está localizado a 175 km da costa do Amapá e a 500 km da foz do Rio Amazonas. A operação ocorre sob uma lâmina d’água com profundidade aproximada de 3 mil metros.
Especialistas do setor confirmam que a presença de hidrocarbonetos valida, na prática, a descoberta de petróleo na região. Em comunicado, a Petrobras reiterou que suas operações são conduzidas com rigorosos padrões de segurança e respeito ao meio ambiente e às comunidades locais.
A estatal ressaltou ainda que a iniciativa visa recompor as reservas da companhia para atender a demanda nacional durante a transição energética justa. O Instituto Brasileiro de Petróleo também manifestou-se em nota, classificando a descoberta como fundamental para confirmar as perspectivas positivas de produção de óleo e gás em novas fronteiras, fortalecendo a segurança energética do país a médio e longo prazo.
Com informações do G1