Cultivo de abacaxi no Amazonas: como produzir, manejar e vender a fruta

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) lançou a edição 2026 do Sistema de Produção de Abacaxi para o Estado do Amazonas. O guia técnico oferece orientações completas para o manejo da cultura, abrangendo desde as necessidades climáticas e adubação do solo até o controle de pragas, colheita e estratégias de comercialização

O abacaxi figura entre as culturas tropicais mais relevantes no cenário econômico e social do Brasil, atuando como gerador de renda no meio rural.
O abacaxi figura entre as culturas tropicais mais relevantes no cenário econômico e social do Brasil. Foto: Marcos Garcia/Embrapa

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O documento foi desenvolvido por um grupo multidisciplinar que inclui a Embrapa Amazônia Ocidental (AM), Embrapa Mandioca e Fruticultura (BA), Idam, Ufam e Sepror. O material é direcionado especialmente a extensionistas, agricultores familiares e produtores rurais da região.

O Amazonas é um centro de diversidade genética do gênero Ananas, destacando-se a cultivar “Turiaçu Amazonas”, produzida em Itacoatiara. Segundo Marcos Vinícius Garcia, pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental, “O sistema de produção foi estruturado a partir da avaliação agronômica da cultivar em áreas experimentais e comerciais de Itacoatiara (Novo Remanso e Vila do Engenho) e Manaus (São Francisco de Caramuri), com base no Relatório de Atividades Trimestrais do Idam (RAT/2025)”

Região de Novo Remanso, no Amazonas, registra bom rendimento com a cultivar Turiaçu Amazonas, a partir da adoção de plantios adensados e boas práticas de manejo. Foto: Marcos Garcia

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Economicamente, o abacaxi é fundamental para a renda rural no Norte, com produção concentrada em Manaus, Careiro, Rio Preto da Eva, Careiro da Várzea e Itacoatiara — cidade que responde por mais de 50% da produção estadual. O guia visa reduzir custos de produção, combatendo desafios como plantas daninhas e a alta dos fertilizantes

Desenvolvimento da atividade combina o manejo integrado ao aproveitamento de resíduos vegetais para a alimentação de rebanhos ou enriquecimento do solo. Foto: Aristóteles Matos/Embrapa

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Além da variedade Turiaçu, o estado possui variedades crioulas como “São Gabriel” e “Jucá”, que podem abrir novos mercados para pequenos produtores. A Embrapa sugere a integração do cultivo com a pecuária e o uso de resíduos vegetais para enriquecer o solo ou alimentar rebanhos.

Na prática, o sistema de produção organiza todas as etapas da lavoura, facilitando o planejamento do produtor para obter crédito bancário ao mapear riscos climáticos e de mercado. As orientações estão alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU

Documento está disponível para download. Foto: Reprodução/Embrapa

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Com informações do Portal Amazônia.

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