Seis anos depois de ter deixado o Reino Unido e abandonado suas funções oficiais na realeza, o Príncipe Harry está preparando um novo capítulo em sua relação com sua terra natal. O Duque de Sussex e Meghan Markle decidiram voltar a morar na Inglaterra com os filhos, Archie e Lilibet, que devem iniciar os estudos por lá em setembro.
A notícia da mudança surgiu este mês, após Harry e o Rei Charles III terem se aproximado discretamente. Em julho, o monarca recebeu o filho, a nora e os netos em Highgrove, marcando um encontro familiar raro depois de anos de afastamento.
Mas calma: a volta não significa que tudo foi resolvido. Harry e Meghan não vão retomar as obrigações reais e devem viver em uma casa particular, longe das propriedades da Coroa. Além disso, a relação com o Príncipe William continua sendo um grande desafio para a paz definitiva.
Com tudo isso, fica a dúvida: será que voltar para a Inglaterra é realmente a melhor escolha para a família?
Os pontos positivos da volta
1. Proximidade com o pai
Um dos maiores ganhos é a chance de reconstruir o vínculo com Charles. O contato entre eles foi bem limitado nos últimos anos, mas sinais de melhora apareceram recentemente. A visita de julho foi fundamental para que o Rei passasse mais tempo com os netos, Archie (7 anos) e Lilibet (5 anos).
Harry já disse publicamente que quer fazer as pazes com a família. Em 2025, após uma disputa judicial sobre sua segurança, ele afirmou que gostaria de “deixar os conflitos para trás e reconstruir os vínculos familiares”. Morar no país agora facilita encontros que antes dependiam de viagens longas.
2. Contato dos filhos com a família paterna
A mudança é ótima para as crianças, que passaram quase toda a infância nos Estados Unidos. Embora tenham visitado a Inglaterra algumas vezes, a convivência com os parentes britânicos foi pequena desde a saída dos Sussex.
Com a escola começando em setembro, Archie e Lilibet poderão conviver mais não só com os avós, mas também com primos e outros familiares.
Relatos indicam que a visita de julho foi decisiva para que Harry e Meghan consolidassem a ideia de passar mais tempo no país.

3. Apoio aos veteranos
Outro ponto forte é o trabalho de Harry com militares veteranos. Ele continua à frente dos Invictus Games, projeto que ajuda soldados feridos ou doentes. Em 2027, os jogos serão em Birmingham, colocando o príncipe novamente em evidência no território britânico.
Há informações de que ele convidou o Rei Charles para o evento, o que pode servir como uma ponte entre sua vida pública e a família real.
3. Recuperação da imagem pública
Harry também pode aproveitar a volta para tentar limpar sua imagem com os britânicos. Embora ainda divida opiniões, sua avaliação melhorou no último ano. Ainda assim, em julho, 58% da população tinha uma visão negativa dele, contra 33% positiva. Ou seja, há espaço para melhorar, mas o caminho é longo.

Os pontos negativos
1. O conflito com William
Se com o pai as coisas estão melhorando, com o irmão é outra história. Harry e William seguem afastados após anos de brigas. As entrevistas, o documentário e o livro “Spare” revelaram segredos da família e pioraram a tensão.
A presença dos Sussex no país pode gerar climas pesados em datas como o Natal e cerimônias oficiais, atraindo a atenção negativa da imprensa. Analistas até temem a criação de uma “corte rival”, já que o casal manterá seus próprios projetos.
2. O problema da segurança
Este é o maior entrave prático. Harry perdeu a proteção policial automática ao deixar a realeza e luta na justiça para recuperar esse esquema. Em 2025, a Corte de Apelação negou seu recurso.
Até agora, as autoridades não definiram como será a proteção da família. Além disso, há resistência do público britânico em usar dinheiro dos impostos para pagar a segurança do casal.
3. A recepção do público
A opinião pública não está totalmente animada. Uma pesquisa do YouGov de agosto mostrou que apenas 21% dos entrevistados acham que eles deveriam voltar. Por outro lado, 58% gostariam de ver Harry e William reconciliados.
Isso mostra que as pessoas podem não querer Harry de volta à realeza, mas torcem para que ele faça as pazes com a família.
4. A pressão dos tabloides
Há também a questão da imprensa. Harry passou anos criticando e processando jornais britânicos. Ao voltar, ele retorna ao ambiente que considera tóxico.
O momento é tenso: recentemente, Harry e outros autores de uma ação contra a Associated Newspapers foram condenados a pagar cerca de £9,5 milhões em custos após perderem um processo sobre privacidade. Voltar significa estar novamente na mira dos tabloides.
5. A dificuldade de ter uma vida normal
Equilibrar a privacidade com a fama será um desafio. Mesmo sem funções reais, Harry é filho do rei e Meghan tem sua marca de estilo de vida. Qualquer saída em público pode virar um evento midiático gigante.

Por que voltar agora?
O casal não deu uma explicação oficial, mas tudo indica que a decisão envolve família, educação dos filhos e a relação com Charles. Existem teorias sobre questões financeiras ou o desejo de Harry de se reaproximar enquanto Charles ainda é rei, mas nada foi confirmado.
Profissionalmente, eles parecem buscar um equilíbrio: manter a independência conquistada nos EUA, mas vivendo mais perto de suas raízes.
Nova chance ou mais conflitos?
A volta é, ao mesmo tempo, um risco e uma oportunidade. Harry pode recuperar o tempo perdido com o pai e os filhos, mas os problemas antigos — como a briga com William e a perseguição da imprensa — ainda estão lá.
É importante lembrar que eles não estão voltando para a monarquia, mas sim para o país. A ideia é viver de forma privada e reconstruir pontes.
Se isso vai funcionar com os Windsor, só o tempo dirá. Mas, após seis anos, a família real britânica voltou a ser o centro da vida de Harry. Será um novo começo ou apenas mais um capítulo dessa saga?
Com informações de O Fuxico.