O jornalista e escritor amazonense Mário Bentes lança seu primeiro romance, ‘Algo estava matando os cavalos’, um mergulho no horror rural e na fantasia sombria histórica. A obra, inspirada na lenda ‘o negrinho do pastoreio’, busca uma releitura antirracista de um conto tradicional do sul do Brasil.
Para Bentes, a história surgiu de uma inquietação na infância ao se deparar com a lenda, questionando a violência sofrida por uma criança escravizada. O livro explora mais de 200 anos de uma maldição familiar, acompanhando a decadência de um clã português no sul do Brasil, com início na Fazenda do Ventre Seco em 1874.
Ambientado em um contexto de realismo mágico, o romance dialoga com clássicos da literatura latino-americana, como ‘Cem anos de solidão’, de Gabriel García Márquez. A trama aborda temas como violência histórica, racismo e a busca pela libertação, alertando que a emancipação deve ser construída por aqueles que resistem.

Bentes enfatiza a importância de autores amazônidas explorarem as ricas mitologias e conhecimentos ancestrais da região em obras de fantasia histórica, sempre com rigor na pesquisa histórica para garantir a coerência da narrativa. O lançamento acontece em 5 de setembro, na Bienal Internacional do Livro de São Paulo.
O autor ressalta que, embora ainda não haja data confirmada, espera levar a obra para Manaus em breve. “A minha dica para autores é que, além de mergulhar nesse oceano de infinitas possibilidades, pesquisem do ponto de vista histórico para manter minimamente a coerência, mesmo no contexto de fantasia.”

O livro é publicado pela Lendari® Entertainment e promete ser uma contribuição importante para o debate sobre a história e a cultura brasileira.
Com informações do Portal Amazônia.