Ciência na Cuia em Macapá: pesquisas da Unifap chegam a bares da Zona Sul

Pesquisadores do Amapá lançaram o programa ‘Ciência na Cuia’, que retira os trabalhos acadêmicos das universidades públicas e os leva para espaços descontraídos, como bares. A primeira edição ocorreu no dia 7 de junho, em um estabelecimento na Zona Sul de Macapá, onde cinco pesquisadores apresentaram estudos de diversas áreas para a população

‘ciência mais acessível’: pesquisas feitas na rede pública do Amapá são apresentadas em bares
Medicamentos à base de Jucá são desenvolvidos no Amapá. Foto: Francisco Pinheiro/

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O coordenador do laboratório de fármacos da Universidade Federal do Amapá (Unifap), José Carlos Tavares, explica que a iniciativa visa romper a barreira dos laboratórios. “A ideia é deixar a ciência mais acessível, porque muitas vezes ficamos dentro do laboratório sem divulgar os tipos de pesquisa”, afirmou o professor, destacando que a população precisa saber como o dinheiro público é investido.

Um dos destaques da Unifap é o desenvolvimento de um medicamento à base de jucá (*Libidibia ferrea*) para tratar o pé diabético. A pesquisa revelou que a planta aumenta o fluxo sanguíneo na área ferida, acelerando a cura. Em um caso real, o uso de um spray à base de jucá evitou a amputação de um membro que era considerado irreversível

Medicamentos à base de Jucá são desenvolvidos no Amapá. Foto: Francisco Pinheiro/g1

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A pomada de jucá já concluiu as fases pré-clínicas e aguarda avaliação da Anvisa para, futuramente, ser oferecida via Sistema Único de Saúde (SUS) como alternativa barata e eficaz. Além disso, o laboratório desenvolve produtos com óleos de alecrim e larício, que devem ser testados ainda este ano em pacientes da UBS da universidade.

Inspirado em projetos internacionais, o ‘Ciência na Cuia’ utiliza a simbologia regional da cuia para aproximar a academia do povo. A previsão é que novas edições ocorram em 2026, expandindo a divulgação científica para feiras e outros espaços públicos, contando inclusive com a participação de pesquisadores estrangeiros.

Com informações do Portal Amazônia.

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