Emergência climática no Amazonas: o que muda para quem mora no estado

O Governo do Amazonas decretou estado de emergência climática e ambiental em todo o território estadual. A medida, publicada no Diário Oficial, tem caráter preventivo e validade de 180 dias, visando preparar a região para os impactos do fenômeno El Niño previstos para o período entre o segundo semestre de 2026 e o início de 2027.

A decisão do governador Roberto Cidade baseia-se em alertas de órgãos como Inpe e Cemaden, que indicam alta probabilidade de redução de chuvas e diminuição dos níveis dos rios. Para a população, isso pode significar dificuldades reais no abastecimento de água, prejuízos à navegação e impactos diretos na produção rural

El Niño. Em 2023, seca severa associada a onda de calor levou a temperaturas inéditas em rios e lagos da Amazônia: em alguns locais, as águas ultrapassaram 37 °C e um dos lagos monitorados chegou a atingir 41 °C . imagem: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Seca no Amazonas em 2023 foi uma das consequências do El Niño na região. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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O decreto também foca no combate a incêndios florestais e no enfrentamento de ondas de calor. O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) e a Secretaria de Meio Ambiente (Sema) intensificarão a fiscalização e o monitoramento para mitigar a fumaça das queimadas e a escassez hídrica.

Na área da saúde, a SES-AM e a FVS-RCP monitorarão a piora da qualidade do ar e o aumento de doenças sensíveis às variações climáticas. Já a rede de ensino, via Seduc-AM, deverá adotar medidas para garantir a continuidade das atividades educacionais mesmo sob condições extremas

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Um Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos coordenará as ações entre as secretarias de Segurança, Produção Rural e Educação, buscando reduzir os danos socioeconômicos que historicamente acompanham as secas severas na região Norte.

Com informações do Portal Amazônia.

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