O projeto Guardiãs da Floresta, lançado durante a Semana do Clima da Amazônia, visa colocar mulheres de 15 comunidades do arquipélago do Marajó, no Pará, no centro do debate climático. A iniciativa, do Instituto Ajuri em parceria com o Museu Goeldi, reconhece a mulher ribeirinha como peça fundamental para manter a floresta em pé e busca dar visibilidade a essa liderança feminina

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A estratégia do projeto baseia-se em três pilares: valorização da sociobioeconomia, promoção da saúde integral da mulher e garantia de direitos e cidadania. Até 2029, serão implementadas capacitações técnicas para sistemas agroflorestais, com a entrega de equipamentos para o beneficiamento de açaí, palmito, castanha e farinha, além de suporte para educação financeira e acesso a microcrédito

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Para a coordenadora técnica Marianna Protázio, as integrantes atuarão como multiplicadoras de saberes para uma transição justa. “Valorizando a história e respeitando as tradições, as integrantes do Guardiãs da Floresta atuarão como multiplicadoras de saberes para uma transição justa e sustentável”, destaca a coordenadora, enfatizando a união entre formação comunitária e preservação ambiental.
O apoio científico do Museu Goeldi é essencial para integrar a ciência aos saberes ancestrais. Segundo Sue Costa, coordenadora de Comunicação e Extensão da instituição, a parceria amplia a qualidade metodológica das ações em uma região carente de políticas públicas, salvaguardando a identidade cultural regional e fortalecendo a adaptação climática no território marajoara

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Ao todo, a ação alcançará 10 municípios, incluindo Soure, Ponta de Pedras, Muaná, São Sebastião da Boa Vista, Curralinho, Oeiras do Pará, Breves, Portel, Gurupá e Melgaço. O projeto conta com financiamento do Fundo Socioambiental Caixa e cooperação da Secretaria do Meio Ambiente do Pará e do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS)
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Com informações do Portal Amazônia.