O consumo crescente de alimentos ultraprocessados na Amazônia tem sido associado ao aumento de doenças como anemia, diabetes e hipertensão. Uma pesquisa liderada por universidades federais do Rio Grande do Norte (UFRN) e de Pernambuco (UFPE) aponta uma solução: enriquecer a dieta com ingredientes nativos, como o camu-camu e a tanajura.
O estudo compilou um inventário de 369 espécies usadas na alimentação em diferentes pontos do país, identificando que as mais estudadas são aquelas presentes em um maior número de receitas, sem considerar aspectos ecológicos e de conservação. A pesquisa destaca a importância de valorizar a biodiversidade local na segurança alimentar.
“Na Amazônia, onde o aumento do consumo de produtos ultraprocessados no lugar de alimentos tradicionais tem sido acompanhado de um aumento nos índices de anemia, diabetes e hipertensão, a biodiversidade poderia ser uma aliada importante no combate à desnutrição”, comenta o biólogo Daniel Tregidgo, pesquisador do Instituto Mamirauá.

A inclusão de frutas como o camu-camu, nativo da Amazônia, e insetos como a tanajura na dieta pode ser uma alternativa para melhorar a saúde da população local. A pesquisa completa está disponível aqui.
A pesquisa ressalta a necessidade de mais informações nutricionais sobre algas, insetos e cogumelos, e a importância de integrar a diversidade local nas políticas de segurança alimentar, que atualmente negligenciam espécies nativas.
*O conteúdo foi originalmente publicado pela Revista Pesquisa Fapesp
Com informações do Portal Amazônia.