Parque Rio Tanaru em RO: o que muda para Chupinguaia, Corumbiara e região

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto de criação do Parque Nacional Povos Indígenas do Rio Tanaru, em Rondônia. A unidade de conservação abrange aproximadamente 7.638 hectares distribuídos pelos municípios de Chupinguaia, Corumbiara, Parecis e Pimenteiras do Oeste, visando a proteção da biodiversidade e da memória histórica da região.

A área é estrategicamente situada na transição entre os biomas Amazônia e Cerrado, servindo de refúgio para espécies ameaçadas como a onça-pintada, o macaco-aranha e o macaco-barrigudo. Além da fauna, o parque garante a conservação de recursos hídricos essenciais e a manutenção de corredores ecológicos

Parque Nacional Povos Indígenas do Rio Tanaru é criado em Rondônia
Foto: Wagner Lopes/Casa Civil

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O território é marcado pela resistência indígena, abrigando sítios arqueológicos ligados ao povo Tanaru, símbolo da luta dos indígenas isolados. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a iniciativa surgiu da necessidade de garantir a sobrevivência de um indígena isolado que vivia em extrema vulnerabilidade.

Durante a cerimônia, o presidente destacou a importância da demarcação: “Obrigado por nunca desistirem do meio ambiente. É uma luta contínua pela preservação. Tem muita gente que acha que terra indígena é demais, mas [os povos indígenas] eram donos de tudo antes do que foi tomado deles”.

A diretora do CNA, Alyne Mayra, ressaltou que o mapeamento dos sítios arqueológicos pelo Iphan em Rondônia foi fundamental. “É através da arqueologia que conseguimos provar a materialidade do espaço. É um passo importante para a arqueologia, mas sobretudo para a sociedade brasileira”, afirmou.

Além da preservação ambiental, a criação do parque abre portas para o desenvolvimento de pesquisas científicas, educação ambiental e o fomento ao turismo ecológico, valorizando a identidade cultural e os saberes tradicionais dos povos originários da região.

Com informações do Portal Amazônia.

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