O Instituto Socioambiental (ISA) entregou ao PrevFogo, do Ibama, 15 Planos de Manejo Comunitários do Fogo no Território Indígena do Xingu (MT). A iniciativa, resultado de cinco anos de trabalho, visa integrar o conhecimento ancestral dos povos nativos às políticas públicas de prevenção de incêndios florestais


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Para os povos xinguanos, o fogo é uma tecnologia milenar usada em roças e limpeza de aldeamentos. No entanto, a floresta tornou-se mais vulnerável devido ao desmatamento no entorno e ao uso de agrotóxicos “secantes”, transformando queimadas controladas em incêndios “bravos” que degradam a mata e ameaçam a subsistência local

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“Os Planos de Manejo Integrado do Fogo, frutos do Mapeamento da Cultura do Fogo, que são produzidos de maneira participativa, revelam os saberes e fazeres das comunidades do Alto Xingu”, explica Marcos Guedes, técnico do PrevFogo. A estratégia foca em etnias como Kuikuro, Naruvotu e Kalapalo para mitigar impactos climáticos

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A operação do PrevFogo agora divide-se em duas etapas: o manejo, entre maio e julho, com queimas controladas enquanto a mata ainda está úmida, e o combate rigoroso de agosto a outubro, período de estiagem crítica. O objetivo é romper o ciclo de savanização da floresta amazônica

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Com a previsão de um El Niño severo para 2026, a parceria entre ISA, ATIX e Instituto Aritana busca monitorar a região para evitar que a seca intensa destrua recursos essenciais para a confecção de utensílios, artesanatos e a coleta de plantas medicinais nas aldeias
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Com informações do Portal Amazônia.