O entusiasmo com a proximidade da Copa do Mundo de 2026 já reflete no comportamento do mercado de consumo. Em maio, as figurinhas e álbuns do torneio lideraram as reclamações de consumidores registradas no Procon-SP, evidenciando um salto significativo nas demandas relacionadas ao evento esportivo.
De acordo com o levantamento do órgão de defesa do consumidor, foram contabilizadas 521 queixas específicas sobre a compra, venda ou troca desses itens colecionáveis. Esse número representa a maior parte de um total de 708 registros ligados à Copa do Mundo no período analisado.
A disparada nos índices de reclamações é notável quando comparada aos meses anteriores. Em abril, foram registradas apenas 34 queixas sobre itens de coleção, enquanto em março o total de demandas relacionadas ao mundial foi de apenas 19 casos. Esse crescimento exponencial demonstra como a demanda sazonal impacta rapidamente o volume de transações e, consequentemente, o risco de irregularidades.
O Procon-SP aponta que a proximidade do torneio e a alta procura por produtos temáticos ampliaram a movimentação de consumidores, especialmente no ambiente digital. É no comércio eletrônico que se concentra a maioria dos problemas relatados, evidenciando a vulnerabilidade de quem busca conveniência nas compras online.
Entre as principais ocorrências registradas estão atrasos na entrega, o não recebimento de produtos já pagos, divergências entre o item anunciado e o entregue, além de cobranças indevidas. Outro ponto crítico é a dificuldade de contato com os vendedores após a conclusão do pagamento, característica comum em golpes de internet.
O órgão observa que as negociações realizadas via marketplaces, redes sociais e aplicativos de mensagens são as mais problemáticas. No caso de figurinhas e álbuns, há relatos de anúncios com informações insuficientes, dificuldades para obter reembolsos e a venda de produtos sem procedência comprovada.
A busca por figurinhas raras ou edições limitadas, que costumam ter um valor de mercado mais elevado devido à escassez, aumenta a exposição dos consumidores a fraudes e práticas comerciais irregulares.
Para evitar prejuízos financeiros, o Procon-SP recomenda que o consumidor verifique a reputação da empresa ou do vendedor e confirme a existência de canais oficiais de atendimento. A orientação é evitar negociações feitas exclusivamente por aplicativos de mensagens e desconfiar de preços excessivamente baixos, que fogem à média de mercado.
Além disso, é fundamental guardar todos os comprovantes, prints de anúncios e registros da negociação, conferindo atentamente as condições de troca, devolução e os prazos de entrega. Caso o consumidor enfrente descumprimento de oferta, deve recorrer aos canais do Procon para formalizar a reclamação.
Com informações do G1