O mel é amplamente conhecido por sua durabilidade, mas a ciência faz ressalvas. Segundo Gislene Zilse, pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), embora seja um dos alimentos mais estáveis, “as condições de sua manipulação podem contaminar o alimento”, o que impede a afirmação de que ele nunca estraga

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A resistência do produto deve-se à alta concentração de açúcares, acidez e baixa umidade. Além disso, a enzima glicose oxidase produz peróxido de hidrogênio, um “antisséptico natural que impede a proliferação de bactérias, fungos e outros microrganismos”. Um ponto importante é que a cristalização não indica deterioração, mas é “um sinal de qualidade do alimento 100% natural”

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Apesar da segurança geral, há um alerta crítico para a saúde: o mel não é recomendado para crianças menores de um ano. Isso ocorre porque esporos da bactéria Clostridium botulinum podem estar presentes no alimento e, devido à flora intestinal imatura dos bebês, podem causar o botulismo infantil.
Na região, a diversidade é imensa, com cerca de 150 espécies de abelhas sem ferrão. “Não temos um mel amazônico único, mas sim uma diversidade de méis produzidos pelas mais de 120 espécies de abelhas nativas sem ferrão amazônicas”, destaca Zilse, citando exemplos como o exclusivo ‘mel de guaraná’ de Maués

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O clima quente e úmido da Amazônia influencia diretamente a conservação fora da colmeia, exigindo cuidados rigorosos no armazenamento. A preservação dessas abelhas é vital, já que elas podem ser responsáveis por até 90% da polinização das espécies vegetais da região

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As características dos méis locais variam drasticamente: desde aromas florais até sabores ácidos que lembram vinagre balsâmico ou queijo gorgonzola, como no caso da abelha Tetragona goettei
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Com informações do Portal Amazônia.