TCU exige plano para regras de uso de aviões da FAB por autoridades

Após auditoria, TCU determina revisão das regras para uso de aeronaves da FAB por autoridades em viagens oficiais

O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que a Casa Civil, o Ministério da Defesa e o Comando da Aeronáutica elaborem, em conjunto, um plano de ação para reformular a regulamentação do uso de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) no transporte de autoridades. O prazo para a apresentação do plano é de 30 dias, com implementação das medidas em até 180 dias.

A decisão do TCU é resultado de uma fiscalização que avaliou a legalidade, a economicidade e a eficiência no emprego das aeronaves da FAB para deslocamentos de autoridades. A auditoria, que abrangeu o período de março de 2020 a julho de 2024, foi motivada por solicitação de parlamentares.

O plano deverá estabelecer critérios objetivos para os pedidos de uso das aeronaves, incluindo a demonstração da “efetiva necessidade do emprego da FAB e não da aviação comercial”, a justificativa da presença de todos os membros da comitiva, a identificação completa dos passageiros (cargo e CPF) e a comprovação de riscos à segurança em voos comerciais.

Atualmente, as autoridades autorizadas a utilizar as aeronaves da FAB incluem o vice-presidente da República, os presidentes do Senado Federal, da Câmara dos Deputados e do Supremo Tribunal Federal, ministros de Estado e os comandantes das Forças Armadas. O ministro da Defesa pode autorizar o transporte de outras autoridades, nacionais ou estrangeiras. A prioridade de atendimento é definida por critérios de emergência médica, segurança e, por fim, viagens a serviço.

As regras existentes também preveem o compartilhamento de aeronaves sempre que possível, priorizando autoridades com maior precedência. A autoridade solicitante é responsável por analisar a necessidade de usar a FAB em vez de voos comerciais e por manter registros detalhados da viagem, incluindo datas, horários, destinos, motivos e a lista de acompanhantes. É importante ressaltar que as regras não se aplicam ao presidente da República e sua comitiva.

O TCU busca, com essa revisão, garantir o uso mais eficiente e transparente das aeronaves da FAB, evitando gastos desnecessários e assegurando que o serviço seja utilizado apenas em situações justificadas.

Com informações do G1

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