A cidade de Vitória, capital do Espírito Santo, voltou a ocupar o topo do ranking nacional de preços de imóveis. De acordo com os dados de julho do Índice FipeZAP de Venda Residencial, o valor médio do metro quadrado na capital capixaba atingiu R$ 15.448,00, superando cidades conhecidas pelo alto custo imobiliário no Sul do país.
Com esse valor, Vitória desbancou Balneário Camboriú (R$ 15.295,00) e Itapema (R$ 15.403,00), ambas localizadas em Santa Catarina. A valorização coloca a capital do Espírito Santo à frente de grandes metrópoles brasileiras, como Florianópolis (R$ 13.461,00), São Paulo (R$ 12.099,00), Rio de Janeiro (R$ 11.131,00) e Brasília (R$ 10.238,00).
O fenômeno de alta nos preços não se limita apenas à capital. Vila Velha, cidade vizinha, registrou a maior valorização do país entre as 56 cidades monitoradas pelo índice nos últimos 12 meses, com um salto de 15,57%. Esse crescimento elevou o preço médio do metro quadrado em Vila Velha para R$ 11.341,00, posicionando a cidade na nona colocação do ranking geral e superando capitais como Belo Horizonte e Rio de Janeiro.
Ao analisar o cenário econômico de 2026, observa-se que a valorização imobiliária no Espírito Santo superou significativamente a inflação oficial. Enquanto o IPCA-15 registrou 3,43%, a alta dos imóveis em Vitória foi de 8,82%, e em Vila Velha chegou a 9,68%, liderando o ranking nacional de valorização.
Apesar dos números expressivos, o presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Espírito Santo (Ademi-ES), Alexandre Schubert, recomenda cautela na interpretação dos dados. “Esse preço médio não reflete a realidade do mercado, pois não considera a variação das tipologias dos imóveis e nem dos bairros. É um valor médio que não dá informação suficiente para a precificação, pois não são de empresas e sim de proprietários que estão vendendo seus imóveis”, alertou.
Schubert também destacou a influência do CUB (Custo Unitário Básico), que mede o custo de construção de uma obra. No acumulado do ano, o CUB no Espírito Santo teve a maior variação do país, atingindo 9,22%.
“A valorização de Vitória, dentro da pesquisa do FipeZap ficou em 8,82%, abaixo do CUB do Espírito Santo, que teve a maior variação do país. Somado a isso está ainda a escassez de terrenos na Capital, o que ajuda a compor os preços”, concluiu o presidente da Ademi-ES.
Com informações do G1