Uso de drones no campo cresce mais de 10 vezes em quatro anos no Brasil

O setor agropecuário brasileiro está passando por uma transformação tecnológica acelerada. Entre os anos de 2021 e 2024, o número de drones utilizados na agricultura saltou de 3 mil para 25 mil equipamentos, representando um crescimento superior a dez vezes em um curto intervalo de tempo.

Esse avanço reflete a busca do produtor rural por maior eficiência operacional e redução de custos. A adoção de aeronaves remotamente pilotadas permite uma economia significativa de insumos, como fertilizantes e defensivos, além de mitigar perdas produtivas que impactam diretamente a rentabilidade do negócio no campo.

De acordo com dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), uma das principais vantagens competitivas da tecnologia é a capacidade de cobrir áreas de cultivo extensas com maior agilidade. Além disso, os drones eliminam o chamado “amassamento” das plantas, fenômeno que ocorre quando tratores e máquinas pesadas circulam entre as linhas de plantio.

O impacto financeiro dessa mudança é mensurável na produtividade das safras. Segundo a Embrapa, a redução de perdas causada pela substituição de máquinas terrestres por drones chega a 7% nas lavouras de soja e a 4% nas plantações de arroz, otimizando o volume final colhido e a receita do agricultor.

Apesar dos benefícios, a operação desses equipamentos exige rigorosa conformidade com a legislação vigente. O setor é regulado por diferentes órgãos governamentais para garantir a segurança e a sustentabilidade ambiental. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) é o órgão responsável por definir as normas técnicas para a aplicação de agrotóxicos via drone.

Já a gestão do tráfego aéreo e a autorização para o uso do espaço aéreo ficam a cargo do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea). A integração entre a tecnologia e a regulação é fundamental para evitar incidentes e garantir que a inovação ocorra dentro dos parâmetros legais.

Para atuar na pulverização de lavouras, o Mapa exige que os operadores passem por um curso preparatório específico. Além da capacitação técnica, os profissionais devem manter seu registro atualizado junto ao ministério, assegurando que a mão de obra qualificada conduza a modernização do agronegócio brasileiro.

Com informações do G1

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